“As mutualidades provaram e continuarão a provar no futuro”

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Luís Marques Mendes, político, comentador e ex-dirigente de instituições sociais defendeu uma cooperação mais profunda entre o Estado, as mutualidades e o setor social, destacando o seu papel insubstituível na sociedade portuguesa. A sua intervenção decorreu no âmbito da conferência “Os unicórnios sociais da cidade do futuro”, integrada no programa do Dia Nacional do Mutualismo

Moderado pelo jornalista da RTP, Daniel Catalão, o debate focou-se no futuro da intervenção social em Portugal. Para Marques Mendes, a relevância das mutualidades é inquestionável: “As mutualidades provaram no passado, continuam a provar no presente e acho que continuarão a provar no futuro a sua importância, prestando um serviço inestimável aos portugueses”.

Face ao “sério problema do envelhecimento da população”, que já se manifesta, por exemplo, no “drama das camas sociais nos hospitais”, Marques Mendes defendeu que o caminho só pode passar pelo reforço da intervenção das mutualidades e das instituições sociais.

“Quando se fala neste conceito de unicórnios sociais, não falamos no plano financeiro, mas numa maior escala, numa maior dimensão e maior capacidade de intervenção no futuro”, clarificou.

Questionado pelo jornalista, Luís Marques Mendes concordou que as mutualidades, além da componente de apoio social aos idosos e às crianças, têm um importante papel a desempenhar na saúde. A esse respeito foi claro a vaticinar que é impossível ao Estado não refletir e repensar no modo de funcionamento do setor da saúde em Portugal, ressalvando à partida que “nada disso é para acabar com o Serviço Nacional de Saúde, talvez a conquista mais inestimável do 25 de Abril”, a seguir à liberdade e à democracia. “Não se trata de privatizar a saúde, é encontrar um novo modelo que deve contemplar três realidades” que enumerou.

A primeira é a celebração de parcerias com o setor privado e social. “É preciso envolver muito mais o setor social. Pouca gente saberá que as mutualidades têm uma vasta experiência histórica, muito anterior ao 25 de Abril, e muito forte no domínio da saúde e o Estado deverá refletir sobre o modelo de cooperação”, vincou. As duas outras realidades a repensar seriam a organização da saúde, que se “tornou obsoleta”, e a gestão, “não se compreendendo como é que um hospital com gestão privada tem bons resultados e um hospital só porque a sua gestão é pública, não tem”.

Concluindo o seu raciocínio, o candidato às eleições presidenciais defendeu que “as mutualidades têm que ser parceiras do Estado também no domínio da saúde”.

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